Sete décadas & Pouco
Minha vida e e meus 73 anos, bem vividos, contada por fotos em sete décadas e mais alguns anos e meses, que com certeza mostrarão o que vivi desde 1950 até os dias de hoje, passando pela infância, juventude, vida adulta, o esporte, a música, o amor pelo jornalismo e pelo palco contados apenas por fotos e ilustração em curtos textos.
Anos 1950 e o guri aqui já se apresentava para as fotos, a da esqueda, antes dos cinco anos de idade, encostado em uma das árveres da pracinha, hoje Praça das Mães, bem em frente a Igreja Matriz de Miracema.
A outra, já chegando aos dez anos, no Grupo Escolar Prudente de Moraes, já mostrava o talento para a música, um clarim na bateria do colégio já era soprado bem afinado, depois foi substituído pelo trompete, ou piston, como queiram, nos anos seguintes.
Anos 1960 - O futebol entrou de vez na minha vida e das peladas do Rink, nas gramas da Prefeitura e do Ginásio, passaram para o gramado do Estádio Municipal de Miracema, onde, no Infantil do Bitico, que posteriormente se transformou em Vasquinho, formei um ataque com os amigos Thiara e Cacá, na foto a direita.
Duas grandes lembranças dos anos 1960, o Tiro de Guerra 217 e o futebol, e a maior lembrança está na foto, onde este trio, que andou e cresceu junto desde os meados da década de 50, éramos vizinhos e sempre andamos lado a lado nos colégios, nas peladas, nas ruas em busca de diversão e, claro, no futebol e no TG 217.
Era "Eu, Júlio e Gutinho", um trio de respeito e respeitado no mundo da bola da região, poucas foram as fotos em que fomos clicados juntos e esta, com a camisa do Tiro de Guerra, em umdos jogos das Olimpíadas Militares, lá estamos agora com Thiara, Júlio e Adilson. Isto foi em 1968.
Final dos anos 60 a moda era Festivais da Canção e o Brasil inteiro cantou, movido pelos festivais da TV Record, era de ouro da MPB, e em Miracema não foi diferente, o GEAO (Grêmio Estudantil Alberto de Oliveira) entrou na moda e organizou o I FECAMI (Festival da Canção de Miracema), em julho de 1969 e lá estava o intérprete Adilson Dutra cantando quatro canções inscritas no certame e conquistando o Troféu de Melhor Intérprete do I Fecami.
Anos 1970 - Comecei a nova década, anos 1970, já namorando Marina, noivamos em 1974 e em 10 de maio de 1975 nos casamos, em Itaocara, lá no nosso Noroeste Fluminense, e nossa lua de mel foi em Nova Friburgo, onde ficamos por quatro dias curtindo o frio da Região Serrana.
E, como na foto anterior conto sobre os festivais da canção de Miracema, vamos contar aqui e este namoro começou justamente no II Fecami, quando Marina e seu grupo do Coral do Colégio de Pádua, veio para defender uma música de minha tia, Marley, que tinha o nome sugestivo de "vento traga João", e que se tranformou em "vento trouxe Marina".
A terceira década de vida terminou de forma maravilhosa, nossa primeira viagem de férias, longas, as outras tinham sido curtas, no litoral capixaba, e desta vez, como presente dos tios Frederico e Yone, fomos conhecer o Mato Grosso e sua capital Cuiabá, onde permanecemos por trinta dias visitando também o Pantanal e outros lugares interessantes daquele estado do Centro Oeste Brasileiro.
1980 - Nova década, novo emprego, filhos chegando e entramos nos anos 1980 e já com Ralph e Gisele fazendo parte da família, o Banerj nos dando a certeza de que o futuro seria bem melhor, apareceu também o convite para mudar para Campos, um centro maios e onde o rádio me daria a chance de realizar o velho sonho de criança, ser um cronista esportivo.
Década de 1990 foi de afirmação profissional e de realizações pessoais, homenagens inesquecíveis, Miracemense Ausente número 1, lembrança para vida inteira oferecida elo Prefeito Ivany Samel, a grande honraria da minha cidade, e Cidadão Campista, honraria me oferecida pelo Vereador Valdebrando Silva, da cidade de Campos dos Goytacazes, momentos que jamais sairão da minha memória.
Foi tempo de novos ares, no final da década conseguimos o nosso sonho, o apartamento em Campos, onde estamos até hoje, foi comprado e tivemos a certeza de que por aqui ficaríamos outras décadas.
Os anos 2.000 chegaram com mudanças totais, o futuro estava sendo escrito com a virada do século, chegaria a aposentadoria, trinta e oito anos de carteira assinada, comprovados, e mais alguns anos registrados e comprovados, me deram a segurança que precisava para viver uma vida intensa ao lado da família. As viagens começaram a aparecer e se tornaram a razão maior de uma nova vida. A primeira foi a comemoração dos meus cinquenta anos e nossa, minha e de Marina, Bodas de Prata, e lá estávamos começando um novo jeito de viver. Nordeste, aqui estamos pela primeira vez.
Nesta mesma década as portas da Europa foram abertas para nós
através, claro que não foi mera coincidência, com o jornalismo e minha veia de escritor. Em 2005 ganhei um concurso de crônicas sobre o Campeonato Espanhol (Liga das Estrelas), promovido pela Espn/Sky, e voamos rumo a Madrid para receber a honraria de vencedor e curtir o passeio oferecido pelas empresas organizadoras, foram cinco dias andando pela capital espanhola e por Toledo, a cidade medieval mais visitada da Europa.
através, claro que não foi mera coincidência, com o jornalismo e minha veia de escritor. Em 2005 ganhei um concurso de crônicas sobre o Campeonato Espanhol (Liga das Estrelas), promovido pela Espn/Sky, e voamos rumo a Madrid para receber a honraria de vencedor e curtir o passeio oferecido pelas empresas organizadoras, foram cinco dias andando pela capital espanhola e por Toledo, a cidade medieval mais visitada da Europa.
E mais um sonho realizado,conhecero Estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid, onde assistimos o clássico Real x Atlético.
E foi nesta década, anos 2010, que aflorou o desejo de viajar, conhecer o mundo, andar por aí conhecendo culturas diferentes, ver de perto o nosso Brasil, a Europa e a América do Sul. Teve também o grande susto, um infarto que me levou a uma cirurgia cardíaca, quatro safenas e uma mamária, que felizmente correu tudo legal e, antes disto, iniciamos a nossa maratona européia visitanto cinco países em vinte e dois dias, em 2008, passando por Portugal, Espanha, França, Itália e Suíça.
Entrando na reta final, anos 2020, após um novo susto, um câncer de próstata surgiu e foi curado no nascedouro e os setenta anos foram comemorados ainda em suspense, mas tudo correu bem e, se não fosse a pandemia do Corona 2019, seria um pouco melhor, mas continuamos a vida do jeito que traçamos desde que aposentamos, conhecemos mais um pouco do nosso Brasil, concretizei o desejo de conhecer o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, e rever alguns lugares que passamos ao londo destes setenta e três anos de vida.
Para fechar o nosso relato sobre as sete décadas vividas e, diga-se de passagem, muito bem vivida, conto para vocês que uma das mais interessantes viagens que fizemos foi esta última programada, que conto aqui abaixo.
Claro que a última sempre é a melhor, o que não é o caso desta visita ao Marrocos, em novembro de 2022, conhecemos o Deserto do Saara, atravessamos montanhas, orla marítima e a beleza de Marraqueshe, Fez e outras cidades marroquinas, como Tânger, onde cruzamos o Estreito de Gibraltar, desejo antigo de Marina, com destino a Europa (Sevilha/Espanha) para iniciar a reta fina do passeio de 12 dias pela África e Europa. Sim, o ponto final foi Fátima, nossa terceira passagem pelo Santuário de Nossa Senhora.









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