Não é uma biografia ou coisa parecida, é uma narrativa sem qualquer pretensão de virar livro, novela do SBT ou Record, Globo nem pensar, mas que darão alguns capítulos aqui no blog deste que vos escreve e que podem até virar um "caso verdade" bem romântico e verdadeiro já que os capítulos que virão serão retratados como "Minha História" ou até mesmo, clonando o quadro do Faustão, "Esta é sua vida". Podem rir porque até eu, enquanto escrevo, dou gargalhadas pela ousadia da tentativa de fazer destas postagens um conto de fadas, mas por favor, sem rotular de histórias da Carochinha. Com licença para voltar um parágrafo para apresentar a primeira
foto(no canto direito da página) que deve ter pelo menos uns setenta anos, dei uma retocada e parece que melhorou bastante em comparação a original. Esta foto é do tempo maravilhoso de minha infância, vivida inteirinha na casa número 174 da Praça Ary Parreiras, na minha Miracema, bem em frente a Prefeitura, bem próximo da Igreja Matriz de Santo Antônio, a cem metros da Praça das Mães, onde no coreto, agora reconstruído, vivi grandes emoções como músico da Sociedade Musical Sete de Setembro, já que ali foi palco de belas retretas.
Minha casa era grande, o Bar do Vicente Dutra, na foto com minha avó, Maria, um casal que vivem além do tempo deles, gostavam da leitura de jornais, naquele tempo chegava às bancas pela manhã, do dia seguinte, rádio de alto nível e discos para o deleite da boa música. O nosso bar era um dos mais
famosos da cidade, tinha uma freguesia nota dez, não citarei nomes, mas ia de Juiz de Direito, Prefeito, Médicos, políticos e grandes amigos da família, alguns deles até abusavam (no melhor sentido) e entravam cozinha adentro para saborearem os quitutes de Vovó Maria e minha mãe Lili, craques no assunto e donas de dois corações maiores do que o mundo. Aqui ao lado minha mãe (Lili) e meu pai (Zebinho).
Ah! Legal. Minha casa era grande, eu dizia, além do Bar, que foi reformado na década de 70, ajudei bastante neste momento, um mundo de casa, sete quartos, uma cozinha ampla, um salão de pelo menos 30 metros quadrados, onde fazíamos as refeições, um banheiro apenas, este era o drama, se tivesse ocupado tinha que descer as escadas e usar o banheiro do amplo quintal, onde um belo pomar frutífero e uma grande horta dividiam o espaço enorme do terreno, que chegou a ser maior, mas a necessidade de melhorias na casa obrigou a venda de parte deles, inclusive para a construção do Posto Esso (hoje não sei qual bandeira), que fica exatamente no final da Rua José da Silva Bastos esquina com a João Pessoa.
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