Capadócia vista do lá do alto
Capadócia — Onde o Céu Tocou a Terra
Acordamos ainda no escuro.
O frio cortava o rosto, o silêncio da madrugada parecia respeitar algo maior que estava para acontecer. Aos poucos, os balões começaram a ganhar forma. Primeiro no chão, depois inflando, tomando vida, como se respirassem junto conosco.
E então subimos.
A Capadócia vista do alto não é paisagem comum. É escultura do tempo. Vales ondulados, formações rochosas que parecem obra de um artista paciente, tons dourados que vão mudando conforme o sol decide aparecer.
Lá de cima, tudo fica menor — menos o sentimento.
Flutuar sobre a Capadócia é entender que a pressa não combina com a eternidade. O balão não corre. Ele se deixa levar. E talvez essa seja a maior lição daquela manhã.
Quando o sol finalmente rompe o horizonte, dezenas de balões coloridos dividem o céu. É um espetáculo coletivo, mas íntimo ao mesmo tempo. Cada pessoa ali vive algo único.
Eu vivi gratidão.
Depois de tantos quilômetros percorridos, de tantas histórias acumuladas, aquela manhã ensinou algo simples:
A vida também precisa de momentos em que a gente apenas flutua.
E quando o balão pousou, o chão parecia diferente.
Ou talvez eu estivesse diferente.
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