Londres 2011
Cruzando o Canal – Mudando de cenário, mudando de ritmo
A estrada levou vocês até Calais.
E então, aquele momento simbólico: embarcar em um daqueles gigantes que cortam o Mar do Norte.
Não era só uma travessia marítima.
Era uma mudança de mundo.
Do charme francês ao pragmatismo britânico.
Do croissant ao fish and chips.
Da leveza parisiense à sobriedade londrina.
Dover surgiu com seus famosos penhascos brancos.
E logo Londres se abriu.
Dois dias corridos.
Intensos.
Clássicos.
E essa imagem diz tudo.
Sentados num pub tradicional, madeira escura, ambiente acolhedor, talvez uma Guinness na mesa.
O frio lá fora.
O calor do momento ali dentro.
Há algo muito bonito nessa cena:
Vocês não estão correndo.
Estão desfrutando.
Cachecóis ajustados, expressão tranquila, sorriso que diz: “Estamos vivendo isso.”
Depois de cruzar o oceano, atravessar países, pegar ônibus, barco, estrada… ali havia pausa novamente.
Mas agora não era contemplativa como em Sintra.
Era britânica.
Sólida.
Aconchegante.
Frase para fechar a página:
Ao cruzar o Canal da Mancha, percebi que cada travessia amplia o mapa — mas é na mesa compartilhada que a viagem ganha sentido.
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